Psicologia Organizacional
- biancapeteck
- 21 de mar. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de ago. de 2022
A relação entre o Sujeito e o Trabalho.
Não podemos iniciar uma conversa sobre trabalho sem antes fazermos uma reunião de fatos e acontecimentos sobre ele. É de conhecimento de todos que o trabalho sempre existiu naturalmente em nosso planeta, tanto pela fauna quanto pela flora, ou seja, cada ser vivo exerce seu atrito na superfície durante seu tempo de existência.
É de conhecimento de todos, igualmente, o fato de que o trabalho se modifica com o passar do tempo e história do ser humano, ganhando formas, perspectivas e relações diferentes a partir de cada classe social, cultura, localidade e temporalidade existentes. Portanto, iremos falar sobre como se dá a relação existente entre o homem e sua ocupação.
Depois de muitos séculos sendo reconhecido e praticado como forma de sobrevivência e sinônimo de pobreza, a partir do início do processo de globalização, o trabalho vem sendo enxergado de outra maneira pelos países em desenvolvimento e desenvolvidos: expressão de personalidade, encontro de identidade, reconhecimento e prazer pessoal.
É importante salientar que, não obstante a uma mudança de relação dos trabalhadores em si, houve, também, significativas mudanças organizacionais as quais auxiliaram no aumento do apego do colaborador em relação à sua profissão, como valorização das soft skills, das competências e estímulos às ideias e produtividade.
Desse modo, forma-se um ciclo vicioso estimulante de produtividade, sendo este marcado pela economia liberal + mercado globalizado e competitivo + avanço tecnológico + velocidade na transmissão e comercialização de tecnologia, trazendo como resultado a necessidade de as organizações passarem a se apoiar nas pessoas como solução para obter um diferencial. A conotação de trabalho evolui, cada dia mais, de um sentido negativo para outro, positivo, valorizado. Ao contrário, o ócio e a vida pacata tornam-se cada vez mais desvalorizados.
Assim, o afeto e apego surgidos atualmente em relação à profissão podem ser classificados como um termo denominado de comprometimento organizacional, definido como a força relativa da identificação e envolvimento de um indivíduo com um tipo de organização ou uma atividade. Este envolve alguma forma de laço psicológico entre pessoas e organizações pois se caracteriza como uma espécie de contrato psicológico.
Analisando algumas referências bibliográficas, notam-se características que são comuns aos indivíduos comprometidos com suas atividades, como a internalização dos objetivos e valores da profissão, desejo de permanecer na área de atuação por um longo período para o alcance dos objetivos e valores e prontidão para exercer esforços para o alcance de metas.
Por fim, podemos analisar, também, como base, o processo de inserção no mercado de trabalho, o qual exige que os participantes encarem esse movimento com uma visão que abrange mais que somente atividades obrigatórias. Ou seja, atualmente a sociedade está exigindo que haja uma relação sentimental dos colaboradores com suas profissões, onde os mesmos necessitam se identificar com sua escolha e, até mesmo, amá-la.
Referências:
ALVIM, Mônica Botelho. A relação do homem com o trabalho na contemporaneidade: uma visão crítica fundamenta da na Gestalt-Terapia. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 6, n. 2, p. 122–130, 2006.
DE FRANÇA, Ana Letícia; SCHIMANSKI, Édina. Mulher, trabalho e família.: Uma análise sobre a dupla jornada feminina e seus reflexos no âmbito familiar. Emancipação, v. 9, n. 1, p. 65–78, 2009.
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